Oposição protocola “CPI do Fura-Fila” na Câmara do Recife após alcançar 13ª assinatura
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Oposição protocola “CPI do Fura-Fila” na Câmara do Recife após alcançar 13ª assinatura

Adesão de Osmar Ricardo (PT) viabiliza pedido para investigar supostas irregularidades em concurso da Procuradoria do Município

Em reunião ordinária na Câmara Municipal do Recife nesta segunda-feira (02), a oposição conseguiu reunir as 13 assinaturas necessárias e protocolou oficialmente o pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso que ficou conhecido como “fura fila” no concurso da Procuradoria do Município. O requerimento tramita como Processo Administrativo nº 612/2026 e prevê a criação de uma comissão.

O objetivo da CPI é apurar possíveis irregularidades, favorecimento pessoal e indícios de tráfico de influência relacionados ao Concurso Público para o cargo de Procurador do Município do Recife (Edital nº 01/2022 – PGM). Entre os pontos que deverão ser investigados estão a legalidade da reclassificação extemporânea de um candidato para a lista de pessoas com deficiência (PCD), dois anos após a homologação do certame, além da eventual responsabilidade de agentes públicos no deferimento do pedido administrativo que resultou na nomeação.

Momentos antes do anúncio oficial, o vereador Eduardo Moura (Novo) já sinalizava a urgência do fato ao encerrar discussões de requerimentos em curso: “vou ser obrigado a num sentido de emergência encerrar a discussão de todos os requerimentos porque temos um comunicado a fazer ao povo do Recife”, afirmou.

O vereador Eduardo Moura transmitiu ao vivo, em suas redes sociais, o momento do protocolo e da entrega do requerimento ao presidente da Casa, formalizando o pedido de instalação da CPI. Com o número mínimo de assinaturas alcançado, a expectativa agora é que o pedido seja lido em plenário e que sejam adotadas as providências regimentais para a instalação da comissão.

A movimentação gerou um visível clima de apreensão na Mesa Diretora, atualmente comandada pelo PSB. A instalação da CPI é vista como um golpe duro na gestão municipal, pois o colegiado terá poderes para convocar depoentes e quebrar sigilos, podendo expor detalhes do suposto esquema que alterou os resultados do certame realizado.